Saudades de Deus!

Quem não sente? Quem não O deseja?
Mas quem não percebe, também,
uma certa indiferença a Deus?
Com que facilidade nos pomos ao centro!
O homem, centro da história, senhor do mundo…
lembrando Deus, apenas quando tudo vacila
debaixo dos pés.
Gozai! Esta vida são dois dias…
Por vezes, ouvimos…
Beata Maria Clara também o disse,
mas de modo tão diferente:
Esta vida são dois dias,
mas a Eternidade é para sempre!
Finitos que somos,
Deus criou-nos para a Eternidade!
E, se formos sinceros, percebemos dentro
esta perene nostalgia de Deus!
Se formos sinceros, percebemos dentro,
este cansaço do ter, do possuir…
este cansaço das coisas que acumulamos…
e hoje, sobram e angustiam a alma.
Até o marketing defende e repete:
Gestores com alma! Precisam-se!
Empresários com alma, vencem qualquer vento adverso.
Afinal, o discurso de uma mulher do século XIX
tem toda a atualidade!
Tudo se transforma, tudo muda…
mas o essencial teima permanecer
para além do tempo.
Ó Deus paciente e bom,
continua, apesar dos nossos desvios,
a alertar-nos, para nos centrarmos em Ti.
Para vivermos com alma o viver cotidiano,
no tempo que nos dás.
Para nos abrirmos àquilo que não muda
ao que não passa,
ao Eterno, meta do nosso viver e agir!
Faz-nos discípulos missionários,
Focados em Ti e próximos dos pobres!