Uma semana excecional!

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Já avançado decorria o Ano de Formação intensiva em Espiritualidade Franciscana Hospitaleira.
Embora a situação pandémica nos surpreendesse e alterasse o ritmo diário dos nossos trabalhos,
a adaptação ao imprevisto e a obrigação de seguir as normas aconselhadas pela OMS, mesmo assim,
os consequentes obstáculos não impediram o cumprimento dos objetivos que nos propúnhamos. 
Éramos doze jovens Irmãs, oriundas de Angola, Filipinas, India, Moçambique e Ti-mor.
Todas esperávamos o anúncio da viagem para Linda a Pastora, onde se desenro-laria a Semana que versaria o assunto.
Suscitava grande expetativa e ansiedade esse pisar, pela primeira vez,
o chão sagrado da Casa-Mãe da Congregação.
Levantado o confinamento, aquela solarenga manhã de 23 de maio do típico ano de 2020,
acompanhou em rodagem feliz o distante percurso de Bairros-Lousada até às imediações do Jamor.
Emocionante a entrada naquela Casa, toda ela a respirar a presença acolhedora dos Fundadores da Confhic!
Antes da abertura da Semana, sentia-se a alegria da nossa juventude, lançada à descoberta dos espaços q
ue tanto desejávamos conhecer, desde a chegada a Portugal, em julho do ano anterior. 
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À tarde, na Cripta, junto dos Fundadores, cantámos as primeiras Vésperas da As-censão do Senhor.
Depois do jantar, na escadaria do “Recinto 3 de Maio”, tiveram início as atividades próprias da Semana de Espiritualidade,
depois, com uma passagem obrigatória pela Cripta, qual lareira sempre acesa na nossa Casa de Família. 
Os dias, com a sua dinâmica própria, foram marcando, passo a passo, uma nota diferente da Espiritualidade que abraçamos,
a começar pelo vídeo histórico, que nos apresentou o Convento e cenário circundante,
tudo a ressumar sinais específicas do Carisma da Hospitalidade. Concretamente, com a visualização de nova pantalha de título MÃOS,
ressaltou bem claro o que pode acontecer, quando se vive a Hospitalidade em gestos que as mãos desenham,
expressando acolhimento, trabalho, doação, ou seja, a dádiva do coração que, na humildade, vão transformando o mundo. 
O que não podem fazer as nossas mãos hospitaleiras!
Os dias foram-se desenrolando devagarinho, oferecendo surpresas, saboreando tra-dições,
provocando “conversas com o divino”, convidando a “serões de família”, ali, bem junto aos Fundadores,
no espanto de vidas tão simples e humildes, mas heróicas no quotidiano. 
Tanto que aprender!
Assim, e como não podia deixar de ser, foi também deste local, da Cripta, que, a 28 do mesmo mês, a Semana terminou.
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